Novidades no Tratamento do Câncer de Próstata
- Equipe Oncoguia
- - Data de cadastro: 25/06/2014 - Data de atualização: 25/06/2014
Muitas pesquisas sobre câncer de próstata estão em desenvolvimento em diversos centros médicos no mundo inteiro, promovendo grandes avanços em prevenção, detecção precoce e tratamentos:
Durante as últimas décadas as pesquisas têm feito grandes progressos sobre as diferenças entre células normais e células cancerígenas. Os pesquisadores começam a entender melhor como essas diferenças levam células normais a crescer e se disseminar para outras partes do corpo. Dessa forma, as novas pesquisas sobre genes ligados ao câncer de próstata permitem um melhor entendimento de como o câncer de próstata se desenvolve.
Isso pode tornar possível o desenho de medicamentos para essas mudanças. Testes para detectar genes anormais do câncer de próstata também podem identificar os homens com alto risco que se beneficiariam de um rastreamento mais intenso ou a partir de estudos de quimioprevenção.
Recentemente, uma mutação no gene HOXB13 foi associada ao câncer de próstata inicial hereditário. Esta mutação é rara, e encontrada em menos do que 2% dos homens com câncer de próstata estudados.
O gene HOXB13 e a maioria dos genes estudados até agora são a partir de cromossomos herdados dos pais. Algumas pesquisas descobriram que uma determinada variante do DNA mitocondrial, herdado apenas da mãe, pode duplicar ou mesmo triplicar o risco de um homem de desenvolver câncer de próstata.
Um dos maiores problemas é determinar quais os tipos de câncer de próstata tendem a permanecer dentro da glândula e quais têm maior probabilidade de crescer e se disseminar. Novos estudos parecem caminhar para isso, por exemplo, o produto do gene EZH2 surge com mais frequência em câncer de próstata avançado do que em estágio inicial. Isso poderá ajudar a definir quais homens devem fazer tratamento e quais podem ser mantidos em regime de vigilância ativa.
Os pesquisadores continuam procurando alimentos que podem levar a um menor risco de câncer de próstata. Algumas substâncias no tomate (licopeno) e na soja (isoflavonas) ajudam a prevenir o câncer de próstata. Também está em andamento o desenvolvimento de compostos relacionados para uso como suplementos dietéticos. Até agora, a maioria das pesquisas sugere que uma dieta equilibrada que inclua estes alimentos, assim como frutas e legumes, traz maiores benefícios do que ingerir essas substâncias como suplementos dietéticos.
Alguns estudos sugerem que certos suplementos vitamínicos e minerais, como vitamina E e selênio, podem reduzir o risco de câncer de próstata. Mas um grande estudo sobre essa questão, denominado Selênio e Vitamina E na Prevenção do Câncer (SELECT), descobriu que nem a vitamina E, e nem suplementos de selênio reduzem o risco de câncer de próstata, mesmo após o uso diário por 5 anos.
Outra vitamina que pode ser importante é a vitamina D. Alguns estudos determinaram que homens com altos níveis de vitamina D parecem ter um risco menor para a doença. Entretanto, globalmente, os estudos não concluíram que a vitamina D proteja contra a doença.
Muitas pessoas assumem que as vitaminas e outras substâncias naturais não causam nenhum dano, mas pesquisas recentes mostraram que altas doses podem ser prejudiciais, incluindo os suplementos comercializados especificamente para o câncer de próstata.
Os pesquisadores também testaram medicamentos hormonais, como os inibidores da 5-alfa redutase, como forma de reduzir o risco de câncer de próstata.
Os médicos concordam que o antígeno prostático específico (PSA) não é um exame perfeito para diagnosticar o câncer de próstata, por deixar de lado alguns tipos de câncer e algumas vezes mostrar-se elevado quando a doença não está presente.
Uma abordagem é tentar melhorar o exame que mede o nível de PSA total. O PSA livre é uma maneira de fazer isso, embora exija dois exames separados. Outra opção poderia ser medir apenas o PSA complexo (a porção de PSA que não é livre), em vez do PSA total e livre. Este exame pode fornecer a mesma quantidade de informações que os outros dois feitos separadamente. Estudos estão em andamento para ver se este exame oferece o mesmo nível de precisão.
Outra abordagem é o desenvolvimento de novos exames baseados em outros marcadores tumorais. Novos exames de sangue parecem ser mais precisos do que o PSA. Os primeiros resultados foram promissores, mas ainda não estão disponíveis fora dos laboratórios de pesquisa.
Outros novos exames sendo estudados são os de urina, um deles avalia o nível do antígeno do câncer de próstata 3 (PCA3) na urina. Quanto maior o nível, mais provável a presença de doença.
Outro exame em estudo procura por uma alteração anormal no gene TMPRSS2: ERG em células prostáticas. Esta alteração no gene é encontrada em cerca da metade de todos os cânceres de próstata.
As biópsias da próstata muitas vezes dependem da ultrassonografia transretal, que cria imagens em preto e branco para mostrar os locais de onde podem ser removidas amostras de tecido. Mas o ultrassom normal não pode detectar algumas áreas cancerígenas.
Uma nova abordagem é medir o fluxo de sangue dentro da glândula usando o eco-Doppler colorido, o que permite biópsias mais precisas.
Uma técnica ainda mais recente pode aumentar a precisão do Doppler colorido. Esta técnica envolve a administração de uma injeção com um agente de contraste contendo microbolhas. Os resultados são promissores, entretanto mais estudos ainda são necessários.
Os médicos também estão avaliando o uso da ressonância magnética para auxiliar nas biópsias da próstata em homens com resultados negativos nas biópsias guiadas por ultrassom transretal, e que o médico ainda suspeita da presença da doença.
- Alterações Genéticas
Durante as últimas décadas as pesquisas têm feito grandes progressos sobre as diferenças entre células normais e células cancerígenas. Os pesquisadores começam a entender melhor como essas diferenças levam células normais a crescer e se disseminar para outras partes do corpo. Dessa forma, as novas pesquisas sobre genes ligados ao câncer de próstata permitem um melhor entendimento de como o câncer de próstata se desenvolve.
Isso pode tornar possível o desenho de medicamentos para essas mudanças. Testes para detectar genes anormais do câncer de próstata também podem identificar os homens com alto risco que se beneficiariam de um rastreamento mais intenso ou a partir de estudos de quimioprevenção.
Recentemente, uma mutação no gene HOXB13 foi associada ao câncer de próstata inicial hereditário. Esta mutação é rara, e encontrada em menos do que 2% dos homens com câncer de próstata estudados.
O gene HOXB13 e a maioria dos genes estudados até agora são a partir de cromossomos herdados dos pais. Algumas pesquisas descobriram que uma determinada variante do DNA mitocondrial, herdado apenas da mãe, pode duplicar ou mesmo triplicar o risco de um homem de desenvolver câncer de próstata.
Um dos maiores problemas é determinar quais os tipos de câncer de próstata tendem a permanecer dentro da glândula e quais têm maior probabilidade de crescer e se disseminar. Novos estudos parecem caminhar para isso, por exemplo, o produto do gene EZH2 surge com mais frequência em câncer de próstata avançado do que em estágio inicial. Isso poderá ajudar a definir quais homens devem fazer tratamento e quais podem ser mantidos em regime de vigilância ativa.
- Prevenção
Os pesquisadores continuam procurando alimentos que podem levar a um menor risco de câncer de próstata. Algumas substâncias no tomate (licopeno) e na soja (isoflavonas) ajudam a prevenir o câncer de próstata. Também está em andamento o desenvolvimento de compostos relacionados para uso como suplementos dietéticos. Até agora, a maioria das pesquisas sugere que uma dieta equilibrada que inclua estes alimentos, assim como frutas e legumes, traz maiores benefícios do que ingerir essas substâncias como suplementos dietéticos.
Alguns estudos sugerem que certos suplementos vitamínicos e minerais, como vitamina E e selênio, podem reduzir o risco de câncer de próstata. Mas um grande estudo sobre essa questão, denominado Selênio e Vitamina E na Prevenção do Câncer (SELECT), descobriu que nem a vitamina E, e nem suplementos de selênio reduzem o risco de câncer de próstata, mesmo após o uso diário por 5 anos.
Outra vitamina que pode ser importante é a vitamina D. Alguns estudos determinaram que homens com altos níveis de vitamina D parecem ter um risco menor para a doença. Entretanto, globalmente, os estudos não concluíram que a vitamina D proteja contra a doença.
Muitas pessoas assumem que as vitaminas e outras substâncias naturais não causam nenhum dano, mas pesquisas recentes mostraram que altas doses podem ser prejudiciais, incluindo os suplementos comercializados especificamente para o câncer de próstata.
Os pesquisadores também testaram medicamentos hormonais, como os inibidores da 5-alfa redutase, como forma de reduzir o risco de câncer de próstata.
- Detecção Precoce
Os médicos concordam que o antígeno prostático específico (PSA) não é um exame perfeito para diagnosticar o câncer de próstata, por deixar de lado alguns tipos de câncer e algumas vezes mostrar-se elevado quando a doença não está presente.
Uma abordagem é tentar melhorar o exame que mede o nível de PSA total. O PSA livre é uma maneira de fazer isso, embora exija dois exames separados. Outra opção poderia ser medir apenas o PSA complexo (a porção de PSA que não é livre), em vez do PSA total e livre. Este exame pode fornecer a mesma quantidade de informações que os outros dois feitos separadamente. Estudos estão em andamento para ver se este exame oferece o mesmo nível de precisão.
Outra abordagem é o desenvolvimento de novos exames baseados em outros marcadores tumorais. Novos exames de sangue parecem ser mais precisos do que o PSA. Os primeiros resultados foram promissores, mas ainda não estão disponíveis fora dos laboratórios de pesquisa.
Outros novos exames sendo estudados são os de urina, um deles avalia o nível do antígeno do câncer de próstata 3 (PCA3) na urina. Quanto maior o nível, mais provável a presença de doença.
Outro exame em estudo procura por uma alteração anormal no gene TMPRSS2: ERG em células prostáticas. Esta alteração no gene é encontrada em cerca da metade de todos os cânceres de próstata.
- Diagnóstico
As biópsias da próstata muitas vezes dependem da ultrassonografia transretal, que cria imagens em preto e branco para mostrar os locais de onde podem ser removidas amostras de tecido. Mas o ultrassom normal não pode detectar algumas áreas cancerígenas.
Uma nova abordagem é medir o fluxo de sangue dentro da glândula usando o eco-Doppler colorido, o que permite biópsias mais precisas.
Uma técnica ainda mais recente pode aumentar a precisão do Doppler colorido. Esta técnica envolve a administração de uma injeção com um agente de contraste contendo microbolhas. Os resultados são promissores, entretanto mais estudos ainda são necessários.
Os médicos também estão avaliando o uso da ressonância magnética para auxiliar nas biópsias da próstata em homens com resultados negativos nas biópsias guiadas por ultrassom transretal, e que o médico ainda suspeita da presença da doença.
- Estadiamento









